Pequenos sinais e estágios MOSFET
Modelo incremental do MOSFET e comparação entre fonte comum, dreno comum e porta comum.
Depois de estabelecer o ponto-Q em saturação, o MOSFET também pode ser linearizado. A estratégia é a mesma usada no BJT: separar o circuito DC, calcular parâmetros incrementais e resolver um circuito linear.
Objetivos
- calcular e no ponto-Q;
- montar o modelo incremental de baixa frequência;
- estimar ganho e impedâncias dos três estágios fundamentais;
- reconhecer a função típica de cada topologia;
- comparar BJT e MOSFET sem confundir suas tensões de controle.
Transcondutância
No modelo quadrático em saturação, desprezando ,
A inclinação no ponto-Q é
Formas equivalentes são
Todas dependem da mesma convenção para .
Resistência de saída
Com modulação de comprimento de canal,
O modelo incremental contém uma fonte controlada entre dreno e source e em paralelo. Em baixa frequência, a corrente do gate é aproximadamente zero.
Fonte comum
É o análogo funcional do emissor comum: produz ganho de tensão e inversão.
Com source em terra AC,
Com não bypassado,
A impedância de entrada do gate é muito alta no modelo de baixa frequência, mas resistores de polarização e capacitâncias passam a dominar na prática.
Dreno comum ou seguidor de source
A saída é retirada no source. O ganho é positivo e menor que a unidade:
onde inclui a carga vista no source. O estágio é usado como buffer: entrada alta e saída relativamente baixa.
Porta comum
A entrada é aplicada ao source e a porta fica em terra AC. O ganho de tensão é positivo e aproximadamente
A impedância de entrada é baixa, da ordem de . A topologia é útil em aplicações de alta frequência e cascode.
Selecione uma topologia e varie gm, carga e degeneração para comparar ganho e impedâncias.
Comparação funcional
| Estágio | Entrada | Saída | Fase | Uso típico |
|---|---|---|---|---|
| Fonte comum | gate | dreno | inversora | ganho de tensão |
| Dreno comum | gate | source | não inversora | buffer |
| Porta comum | source | dreno | não inversora | baixa entrada, alta frequência |
Essa tabela descreve tendências. Valores reais dependem da polarização, carga, , efeito de corpo e capacitâncias.
Exemplo de fonte comum
Considere
e despreze . Então
Com não bypassado,
BJT e MOSFET lado a lado
| Aspecto | BJT | MOSFET |
|---|---|---|
| Grandeza de controle incremental | ||
| Transcondutância didática | no modelo quadrático | |
| Corrente DC de entrada | corrente de base | aproximadamente nula no gate |
| Sensibilidade relevante | , , temperatura | , , efeito de corpo |
| Estágio de ganho inversor | emissor comum | fonte comum |
| Buffer | coletor comum | dreno comum |
Para a mesma corrente, o BJT costuma oferecer maior , enquanto o MOSFET oferece entrada DC de altíssima impedância. A melhor escolha depende do sistema, não de uma vantagem isolada.
Efeitos deixados para a próxima aproximação
- efeito de corpo, modelado por uma fonte ;
- capacitâncias e ;
- efeito Miller;
- redução de mobilidade e efeitos de canal curto;
- ruído e variação estatística.
Erros frequentes
- usar , que pertence ao BJT;
- considerar o gate aberto e esquecer os resistores de polarização;
- ignorar a carga no dreno;
- usar a fórmula de fonte comum em um seguidor de source;
- calcular ganho sem verificar se o ponto-Q permite a excursão.
O estudo retorna agora ao BJT para construir o par diferencial usado no primeiro experimento.